segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Todos os dias 10 enfermeiros pedem à Ordem autorização para emigrar"

Todos os dias, uma média de dez enfermeiros pede à Ordem a documentação necessária para trabalhar no estrangeiro. Este ano já foram 1.072, quase o dobro do total registado em 2009, segundo dados daquela entidade.

Os dados da Ordem dos Enfermeiros (OE) enviados à agência Lusa indicam que, em 2009, 609 destes profissionais solicitaram à OE a "Declaração das Directivas Comunitárias" para trabalhar no estrangeiro, número que subiu para 1.030 em 2010 e para 1.724 em 2011.

"A OE compreende que muitos enfermeiros procurem no estrangeiro a possibilidade de exercer a profissão que escolheram e lamenta as políticas de emprego público, que não investe em recursos qualificados que o país possui", refere uma resposta escrita da OE enviada à Lusa.

Para a OE, Portugal está a "exportar" profissionais de que precisa, uma vez que se estima que as unidades de saúde portuguesas necessitem de 10 a 15 mil enfermeiros.

Alertou ainda que os enfermeiros devem ter "cuidados acrescidos" na assinatura de contratos para o estrangeiro, na sequência de ter tido conhecimento de eventuais práticas de recrutamento impróprias.

Segundo um estudo da OE, os países de eleição para a emigração dos jovens enfermeiros são Espanha (2,2%), Inglaterra (2,1%), Suíça (1,2%), França (1,9%) e Canadá (0,1%).

A Ordem dos Médicos (OM) também registou um aumento do número de profissionais que optam por ir trabalhar para o estrangeiro.

"Há cada vez mais médicos portugueses a irem trabalhar para outros países porque, infelizmente, não lhes são oferecidas condições mínimas para se manterem em Portugal", disse à Lusa o bastonário da OM.

Assim, quando lhes "oferecem condições muitíssimo mais atractivas e, sobretudo, perspectivas de progressão profissional é evidente que eles optam por países estrangeiros", adiantou José Manuel Silva.

Por outro lado, observou, "com o encerramento progressivo do Serviço Nacional de Saúde, cada vez há menos vagas para os jovens tirarem a sua especialidade".

"Os jovens estudantes de Medicina estão cada vez mais a equacionar a solução da emigração, o que é dramático para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)", sublinhou.

Para o bastonário, o "recrutamento activo por parte de países europeus de médicos portugueses é um sinal claro da excelência dos médicos e especialistas formados em Portugal, que é reconhecida nesses países".

Por essa razão, esses países "vêm buscá-los para tratar dos seus cidadãos, oferecendo-lhes muito melhores condições do que o Governo português".

José Manuel Silva lembrou que um especialista médico tem 12 anos de formação, que fica "caríssima ao Estado".

"Formamos técnicos altamente qualificados que ficam muito caros ao país, são necessários aos doentes e são obrigados a emigrar para outro país por força da política de destruição do SNS desenvolvida por este Governo", rematou.

4 comentários:

  1. Discriminação de Engenheiros Brasileiros em Portugal / Mensagem as Universidades Brasileiras


    Exmos. Colegas das Universidades Federais Brasileiras

    Venho denunciar e apelar, para que não dêem equivalências de diplomas de universidades portuguesas em vossas instituições, devido à discriminação da Ordem dos Engenheiros Portugueses, aos Engenheiros Brasileiros em Portugal.
    Por favor leiam o texto abaixo, e ficarão esclarecidos.

    Atenciosamente.

    Ramiro Lopes Andrade
    Engenheiro Civil
    CREA - Carteira Profissional nº RJ-881003779/D

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    Exmos. Colegas Engenheiros dos Crea´s

    Venho dar conhecimento da carta enviada ao Sr. Eng. José Tadeu da Silva,
    Presidente do Confea, sobre o assunto em epígrafe.

    Venho também pedir á todos os Presidentes dos Crea´s no Brasil, que
    cancelem todos os pedidos de inscrição de Engenheiros Portugueses para
    emissão de carteiras profissionais do Crea, devido a termos no Brasil a
    mesma reciprocidade em relação ao ato racista da Ordem dos Engenheiros
    Portugueses em relação á 153 engenheiros Brasileiros em Portugal, que nunca reconheceram os 153 profissionais em Portugal.

    Aguardando vosso prezado contacto para qualquer esclarecimento adicional, apresento meus cumprimentos.

    Ramiro Lopes Andrade
    Engenheiro Civil
    Carteira Profissional nº RJ-881003779/D
    Reg. nº 1988100377

    e-mail: ramiro.lopes.andrade@gmail.com

    ramiro.andrade@hotmail.com

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  2. A/C Sr. Presidente Confea - Brasil /// Discriminação de Engenheiros Brasileiros em Portugal

    Exmo. Sr. Presidente do Confea José Tadeu da Silva

    Meu nome é Ramiro Lopes Andrade, sou Engenheiro Civil Reg nº 1988100377, Carteira Profissional nº RJ-881003779/D, Cidadão Brasileiro.
    Vivo em Portugal desde 1990.
    Desde esta data, 1990, tenho tentado minha inscrição na Ordem dos Engenheiros Portugueses, não tendo conseguido.
    Tentei a Ordem dos Engenheiros Portugueses.
    Tentei a Embaixada Brasileira.
    Tentei os tribunais portugueses, foi tudo tempo e dinheiro perdidos, ao longo destes 22 anos.
    A atitude da Ordem dos Engenheiros Portugueses foi sempre de empatar, e ganhar pelo cansaço, conseguiram ............ foram sempre pessoas baixas e racistas em relação aos brasileiros.
    Agora vejo os portugueses a voltarem ao Brasil, e EXIGEM direitos para poderem trabalhar livremente no Brasil ( engenheiros , arquitectos , etc .......), em plena concorrência desleal com os engenheiros brasileiros.
    O que o Confea vai fazer em relação a esta invasão de profissionais estrangeiros ( principalmente portugueses ), depois do tratamento racista que tiveram em relação á 153 profissionais Brasileiros, em Portugal ????
    Devíamos dar do mesmo veneno aos Portugueses, e não deixar trabalharem no Brasil.
    Vi no blogue um comentário seu:

    http://www.blogizazilli.com/index.php/destaques/coluna-marco-alzamora/comment-page-1#comment-32397

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    Engenheiro civil. José Tadeu da Silva

    “Entrada de profissionais estrangeiros preocupa sistema profissional”.

    Brasília, 29 de maio de 2012.“A entrada de profissionais estrangeiros no país é uma situação que vem nos preocupando imensamente. Esta semana, inclusive, estamos discutindo o assunto com os presidentes de todos os Creas e com representantes das Entidades Nacionais. Trata-se de um problema de todos nós, profissionais brasileiros. E, nesse caso, de responsabilidade do Sistema CONFEA/CREA.”

    Engenheiro civil. José Tadeu da Silva
    Presidente do CONFEA-Conselho Federal de Engenharia e Agronomia


    Será que verei de parte do Confea, e do Sr. Presidente Engenheiro José Tadeu da Silva,
    a devida resposta à Ordem dos Engenheiros Portugueses, com a mesma reciprocidade do que fizeram à 153 profissionais Brasileiros em Portugal ?

    Caro Sr. Presidente Engenheiro José Tadeu da Silva, sei que não é culpado desta situação dos 153 profissionais Brasileiros em Portugal, mas agora é o presidente do Confea, e tem responsabilidades, peço que actue no sentido de negar, e dificultar ao máximo a vida dos profissionais portugueses no Brasil, em reciprocidade ao que fizeram a mim ( Ramiro Lopes Andrade ), e aos meus outros 152 colegas aqui em Portugal.

    Aguardando vossas prezadas notícias, apresento os votos de muito sucesso no Confea.

    Ramiro Lopes Andrade
    Engenheiro Civil

    Obs: Esta carta foi com conhecimento a todos os órgãos da Ordem dos Engenheiros Portugueses.

    geral@oern.pt; madeira@madeira.ordemdosengenheiros.pt; geral.acores@acores.ordemdosengenheiros.pt; portalegre@sul.ordemdosengenheiros.pt; santarem@sul.ordemdosengenheiros.pt; evora@sul.ordemdosengenheiros.pt; faro@sul.ordemdosengenheiros.pt; castelobranco@centro.ordemdosengenheiros.pt; leiria@centro.ordemdosengenheiros.pt; aveiro@centro.ordemdosengenheiros.pt; correio@centro.ordemdosengenheiros.pt; delegacao.vilareal@oern.pt; delegacao.viana@oern.pt; delegacao.braganca@oern.pt; delegacao.braga@oern.pt; secretaria@sul.ordemdosengenheiros.pt

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  3. Marco Alzamora
    Arquiteto e Urbanista
    CAU 9044-1
    www.alzamora.arq.br
    alzamora@alzamora.arq.br

    Caro Sr. Arquitecto Marco Alzamora

    Li seu artigo sobre “Entrada de profissionais estrangeiros preocupa sistema profissional” do Engenheiro civil José Tadeu da Silva.
    Muito me agradou o tema, por razões óbvias.
    Venho solicitar que continue a divulgar o tema, também aproveito para denunciar a invasão de profissionais engenheiros e arquitectos ( espanhóis e portugueses ), na zona envolvente de Itaboraí, no Complexo da Comperj, e nas obras envolventes na cidade de Itaboraí / Rio de Janeiro.
    Os profissionais estrangeiros em sua maioria estão ilegais, entram como turistas e começam a trabalhar nas empresas estrangeiras, competindo de forma ilegal com profissionais brasileiros.
    Peço que denuncie no Crea e Confea esta situação.
    Quanto a minha situação referente a Ordem dos Engenheiros Portugueses continua na mesma, e nunca reconheceram meu título académico em Portugal.
    Já desisti de Portugal, e irei me mudar definitivamente para o Brasil, ainda este ano.

    Um abraço, e votos de muito sucesso.

    Ramiro Lopes Andrade
    Engenheiro Civil
    E-mail: ramiro.lopes.andrade@gmail.com

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  4. Em carta aberta aos cidadãos brasileiros, Abril de 2000, o engenheiro Ramiro Lopes Andrade disse o seguinte:

    Meu nome é Ramiro Lopes Andrade, sou cidadão brasileiro (natural de Niterói – Estado do Rio de Janeiro) que vive e trabalha em Portugal desde 1990, e tenho licenciatura em engenharia civil desde 1988.
    O motivo desta carta é pura e simplesmente uma denúncia contra os governos brasileiro e português.
    Desde que fui trabalhar em Portugal, sou impedido de exercer minha profissão livremente, pois não posso assinar projectos de engenharia, nem tão pouco termos de responsabilidade técnica, porque meu curso é do Brasil.
    No entanto, os cidadãos portugueses que tiram o curso em Portugal, actuam livremente no Brasil, sem nenhum impedimento, podendo inclusive assinar projectos etc.
    Eu peço a todos os cidadãos brasileiros que levem esta carta, que denunciem esta situação tão injusta para 153 engenheiros brasileiros que vivem e trabalham em Portugal.

    Nós, 153 engenheiros brasileiros, não somos uma ameaça aos mais de 5 mil engenheiros portugueses.
    Quando Brasil recebeu centenas de milhares de cidadãos portugueses de braços abertos no século XX, todos foram bem recebidos, muitos inclusive, puderam ser eleitos deputados estaduais e federais e ascender a lugares de destaque na sociedade brasileira, por mérito próprio.
    É injusto que cidadãos brasileiros sejam discriminados em Portugal, quando cidadãos portugueses foram tão bem recebidos no passado recente no Brasil.

    O que Portugal faz hoje é um erro grosseiro em relação ao futuro, pois não se sabe, se um dia, não virá a precisar outra vez do Brasil, como foi no passado recente (40 anos atrás). É conveniente não esquecer, que em 1975, cerca de 250 mil portugueses que fugiram das antigas colónias africanas, e também de Portugal (após a revolução que derrubou o regime ditatorial de Salazar), e vieram se refugiar no Brasil, sendo todos bem recebidos.

    Outra questão tem sido nosso governo, que tem sido incompetente para resolver esta questão. O mínimo que poderia fazer era retaliar na mesma moeda; ou seja, cancelar todas as licenças profissionais de cidadãos engenheiros portugueses no Brasil, até que o problema em Portugal estivesse resolvido.
    Como se tudo que foi dito bastasse, ainda por cima, estes profissionais portugueses actuam livremente no Brasil, sem a devida fiscalização dos órgãos competentes (CREA e CONFEA).
    O presidente Fernando Henrique Cardoso esteve em Portugal em Março 2000, a comemorar os 500 anos de Descobrimento.
    É um insulto a todos os profissionais brasileiros não ter essa farsa resolvida. O Presidente Fernando Henrique Cardoso é cúmplice desta situação.
    Não me digam que já indo no segundo mandato presidencial, ainda não teve tempo de resolver esta questão, sobre as equivalências aqui em Portugal.
    Aproxima-se o dia 22 de Abril (data da Descoberta do Brasil).
    Seria bom que o Brasil e Portugal resolvessem esta questão, mas como os governantes, tanto brasileiros como portugueses, são uns hipócritas, só me resta divulgar esta mensagem pela Internet e via fax, a todos os brasileiros de boa vontade, e esperar a solidariedade de todos na divulgação desta injustiça.

    Talvez, os cidadãos brasileiros num futuro muito próximo, comecem a tratar os portugueses no Brasil, da mesma maneira que os portugueses tratam os cidadãos brasileiros em Portugal. “Nesta altura vamos ver o que sentem e pensam os portugueses no Brasil.

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